domingo, 5 de junho de 2011

Boa nova ou mau antigo?

Ainda que todas as palavras proféticas, a cerca de que nos últimos dias surgiriam muitos falsos mestres e falsos profetas, estarem se cumprindo no dia que se chama hoje, nós precisamos ficar atentos com algo muito importante. Nós não fomos chamados para promover o mau antigo, mas sim para pregar as boas novas. É claro que devemos ter zelo pela sã doutrina, mas precisamos que estas coisas sejam ordenadas da maneira correta. Primeiro, fazemos a lição de casa, pregamos o evangelho, depois vigiamos para não acabarmos falsificando a palavra de Deus. As vezes, por mudarmos esta ordem, acabamos investindo tempo demais em apontar heresias, enquanto as boas novas ficam esquecidas e nem se quer nos damos conta de que ao fazermos isso estamos menosprezando a obra redentora de Cristo. Como assim? Acaso na maioria das vezes quando apontamos uma falsa doutrina não fazemos isso com a esperança de que as pessoas vejam o engano e se afastem? Fazendo isso não estaríamos usando de outros meios, ao invés de simplesmente levar as pessoas a Cristo diretamente como deveria ser? Seria correto nos apoiarmos em coisas concernentes a política e religião para termos algum sucesso no cumprimento da nossa missão pelo reino? Por vezes tenho visto gente promovendo o reino de Deus por todos os meios humanos imagináveis, eu mesmo já fiz isso, mas sinceramente, tenho que admitir que estas coisas só começam a ser sustentadas quando há a ausência da manifestação do poder do evangelho. Se alguém ministra com palavras, serão apenas palavras e o mesmo se aplica aos demais artifícios que este possa inventar, mas se, pela pura e simples pregação da verdade, o poder é manifesto, então haverá alguma chance de outros de fato serem salvos. O que eu quero dizer é que o evangelho por si só é suficiente em qualquer tempo e em qualquer lugar. De que adiantaria eu falar de homens que pregam mentiras na tv, se eu estiver em uma aldeia onde se quer os nativos saberiam o que é uma tv? Entende? O evangelho simples não tem fronteiras e nem tão pouco barreiras culturais.  

Vez ou outra encontramos pessoas que foram nutridas com um certo evangelho e na troca de poucas palavras percebemos rapidamente quanto engano está sendo sustentado, então passamos a ver isso como uma certa barreira. Mas esta é uma maneira errada de pensar, pois se fizermos isso estaremos agindo como se nós fôssemos os edificadores da igreja, quando na verdade quem convence o homem do seu erro é o próprio Espírito Santo e quem o edifica em novidade de vida é o próprio Deus. Tudo o que temos que fazer é pregar as boas novas, apontar o Caminho e a Verdade. É isso que temos que fazer. Algo tão simples que complicamos tanto. Você já se deu conta de que não há mérito pessoal algum em conduzirmos alguém até Cristo? Que fazer isso não diz respeito algum ao que vamos receber em troca, mas que fazemos isso por simples gratidão por aquilo que já recebemos? Quando você ora por alguém e a cura acontece, você não fez nada, a cura fluiu por meio de você, mas não de você, logo a glória não é sua. Da mesma forma quando você orar e a cura não acontecer, você não deve se culpar por isso, ou ficar desencorajado. Continue orando, porque em algum momento Deus será glorificado por meio de você novamente. Da mesma forma precisamos começar a romper a nossa insegurança quando se trata de falar do evangelho. Não devemos nos acorrentar aos pre julgamentos do que o fulano vai pensar ou não sobre isso. Você estará ali como um instrumento de gratidão a Deus por tudo o que Ele já fez e continua fazendo por você, agora se a pessoa vai abrir o coração para estas boas novas já não cabe a nós, isso é entre ela e Deus. Porém se você foge das oportunidades, então ai sim será entre você e Deus. 

Resumindo é melhor falarmos de Jesus que é a Verdade, do que das mentiras e dos enganos dos falsos mestres. Quanto ao zelo pela sã doutrina este deve ser sim um cuidado para com os de casa, aqueles cujo os corações pudermos identificar que são boa terra e que a semente que receberem certamente crescerá e frutificará. Lembremos que se Deus não der olhos para que vejam jamais verão, se Ele não der ouvidos para que ouçam, jamais ouvirão. A palavra que liberta é a Boa Nova, portanto deixemos em segundo plano o que for relacionado ao mau antigo, afinal falsos mestres e falsos profetas sempre existiram. Também não quero dizer com isso que o aumento deste engano não seja um sinal para os últimos dias, de fato é. 

Quando escrevi "Os falsos do Evangelho" minha motivação foi apresentar a Boa Nova em primeiro plano. Primeiro destaquei os ensinos de Jesus e então na seqüencia, e por conseqüência do assunto em questão, apontei a realidade dos nossos dias. Contudo, ainda que tudo pareça tão claro, sei que muitos vão ler o livro e facilmente vão encontrar onde apoiar suas desculpas e razões como uma forma de permanecerem nas suas dissoluções. Não posso mudar isso. Eu só sei que de qualquer forma se este livro for um instrumento para Deus ser glorificado na vida de uma só pessoa que seja, já valeu muito a pena. 

Jesus disse que seriam poucos os que seguiriam o caminho da verdade, mas não cabe a nós decidirmos quem são eles, então vamos pregar a verdade a tantos quantos pudermos, pois de que outra forma expressaríamos nossa gratidão por tudo que Cristo fez e continua a fazer por todos nós? 

1 comentários:

Kelen Strong disse...

Paz queridos!

Que benção foi encontrá-los!

Passa lá no meu blog e faça um comentário.
Se gostar ficaria feliz se me seguisse também.

http://frutodoespirito9.blogspot.com/

Ósculo Santo!

***Shalom***

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